TV ao Vivo

Homem é condenado a mais de 100 anos por chacina em Guajará-Mirim mesmo foragido
Julgamento ocorreu no Tribunal do Júri e seguiu normalmente apesar da ausência do réu, que continua sendo procurado pela Justiça

Publicado Há 3 h
A A

Um homem foi condenado a mais de 100 anos de prisão por um crime brutal ocorrido em Guajará-Mirim, mesmo estando foragido desde 2016. O julgamento aconteceu nesta segunda-feira (04), no Tribunal do Júri do município, e resultou na pena de 111 anos e 2 meses de reclusão.

O caso remonta ao fim de 2013, quando quatro pessoas da mesma família foram assassinadas a tiros dentro de uma residência. As vítimas incluíam uma mulher, seus dois filhos — um adolescente e uma criança — e um jovem que chegou a ser socorrido, mas morreu dias depois devido à gravidade dos ferimentos.

Durante a sessão, os jurados reconheceram a autoria do crime e decidiram pela condenação. Mesmo sem a presença do acusado, o julgamento ocorreu dentro da legalidade, já que a legislação brasileira permite o andamento do processo desde que o réu tenha sido devidamente citado e esteja representado por defesa técnica.

A ausência do acusado não impede a análise das provas nem a decisão dos jurados. No entanto, ele deixa de apresentar sua versão diretamente em plenário, o que pode influenciar no resultado final. Ainda assim, seus direitos são garantidos por meio da atuação de um advogado ou da Defensoria Pública.

De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado por ciúmes. As vítimas foram atingidas com disparos na cabeça dentro da própria casa, em uma ação que chocou a comunidade pela violência.

Após o crime, o suspeito chegou a se apresentar à polícia acompanhado de defesa, sendo posteriormente preso. No entanto, ele conseguiu fugir do sistema prisional cerca de dois anos depois, durante uma ação que envolveu a fuga de outros detentos.

Desde então, ele não foi localizado. Mesmo com a condenação, o homem continua foragido e poderá cumprir a pena assim que for capturado. A decisão ainda cabe recurso, conforme previsto na legislação.

O caso segue como um dos mais marcantes da região, tanto pela gravidade dos fatos quanto pelo desfecho judicial ocorrido anos após o crime.