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ASSISTA: Autismo, acolhimento e luta por direitos: a realidade de famílias atendidas pela Abrace em Rolim de Moura
Associação criada por mães atípicas atua no suporte emocional, orientação jurídica e defesa de políticas públicas

Publicado Há 4 h
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Foto: RolimCast/RolimNotícias

O autismo ainda é um tema cercado por dúvidas, preconceitos e, principalmente, falta de informação. Para muitas famílias, o diagnóstico não representa apenas uma condição — mas o início de uma jornada intensa, marcada por desafios emocionais, financeiros e sociais.

Em Rolim de Moura, essa realidade começou a mudar a partir da criação da associação Abrace, liderada por mães que decidiram transformar dor em ação.

A história foi detalhada por Caroline Azevedo, advogada, mãe atípica e presidente da entidade, durante entrevista no RolimCast, apresentado por Angélica Cristina.

O início: do diagnóstico à criação da Abrace

Caroline conta que tudo começou em 2021, quando recebeu o diagnóstico de autismo do filho.

“É um momento que te deixa completamente perdida. Você não sabe para onde ir, o que fazer, como agir”, relatou

A ausência de apoio estruturado levou à criação de um grupo de WhatsApp entre famílias, que rapidamente cresceu e se transformou em uma associação formal.

Hoje, a Abrace atende cerca de 300 pessoas entre pais, mães e crianças.

Um espaço de acolhimento

A principal função da associação é oferecer suporte às famílias.

O acolhimento acontece desde o primeiro momento — muitas vezes, logo após o diagnóstico.

“Às vezes a mãe só precisa de um lugar para ir. Um lugar para chorar, conversar, entender”, destacou Caroline

Além do apoio emocional, a entidade também atua com:

– Orientação jurídica
– Elaboração de requerimentos
– Apoio em demandas escolares
– Encaminhamento para tratamentos

Defesa de direitos

A Abrace também atua diretamente na defesa dos direitos das pessoas com autismo.

A associação participa de reuniões com o poder público, acompanha demandas na educação e saúde e cobra melhorias estruturais.

“A gente não está pedindo privilégio. Estamos garantindo direitos”, afirmou.

Entre as principais demandas estão:

– Mediadores escolares
– Acesso a terapias
– Inclusão efetiva
– Políticas públicas

A realidade das famílias

Um dos pontos mais fortes da entrevista foi o relato sobre a sobrecarga das famílias.

Segundo Caroline, muitas mães enfrentam:

– Abandono familiar
– Falta de apoio
– Dificuldade financeira
– Desgaste emocional

“Tem mãe que não consegue nem ir atrás dos direitos porque está completamente sobrecarregada”, explicou

Questões sensoriais e desafios do dia a dia

O autismo envolve diversas questões sensoriais que impactam diretamente a rotina.

Um exemplo citado foi a seletividade alimentar, comum em muitas crianças autistas.

“O problema não é a criança não querer comer. É uma questão sensorial, de textura, cheiro, temperatura”, explicou.

Inclusão e estrutura

A inclusão escolar é um dos maiores desafios.

Segundo Caroline, a presença da criança autista na escola só é eficaz quando existe estrutura.

“Sem suporte, a criança não consegue acompanhar e toda a sala é impactada”, destacou.

Avanços e conquistas

Apesar das dificuldades, avanços importantes já foram conquistados:

– Criação de lei municipal sobre autismo
– Identificação de pessoas autistas no município
– Maior diálogo com o poder público
– Crescimento de profissionais especializados

Um chamado à sociedade

A mensagem final é clara: o autismo não é um problema individual.

É uma responsabilidade coletiva.

“A gente precisa que a sociedade entenda que isso é de todos nós”, afirmou.

Conclusão

A história da Abrace mostra que, quando a informação encontra a empatia, a realidade começa a mudar.

Mas ainda há muito a ser feito.

E o primeiro passo é simples: entender, respeitar e apoiar.

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